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Antiqualhas e Cachaças!

Olá, amigos leitores – boleiros, roqueiros e amantes da poesia.

Gilmar Diollí

 

Futebol na capital

 

Barco à deriva

O torcedor cruzeirense ficou feliz igual pinto no lixo quando viu o time esmagar a Ponte Preta no Mineirão. O time fez um jogo muito eficiente e animou a torcida. Mas foi fogo de palha. Voltando a jogar o não-futebol, a equipe celeste estagnou nos 11 pontos e segue seu desatino. Perdeu duas partidas seguidas, para o líder Cuiabá fora de casa com um gol no apagar das luzes e para o modesto Sampaio Corrêa, do ‘craque’ Pimentinha. Dentro de campo o time é retrato fiel das mazelas extracampo. As punições seguem e podem trazer reflexos incontornáveis para o Cruzeiro. A retirada definitiva do Profut implica em dívida preferencial de curto prazo. Recursos poderão ser bloqueados pela justiça para atender interesses do Fisco, que não perdoa. E para piorar, não poderá registrar atletas que estão treinando na Toca. Na falta de dinheiro, tem que sobrar para pagar os contratados, senão, novos processos virão. Visando a paz que não encontra em BH, a equipe viajou para a tranquilidade de Atibaia. Será que o psicológico está mesmo afetado ou é só falta de futebol???

 

Assim não dá, Sampaoli!

Após fazer um jogo lindo contra o Vasco, goleando-o impiedosamente, o Galo do maluco Sampaoli entregou três pontos de bandeja para o Fortaleza de Rogério Ceni. Ao escalar jogadores reconhecidamente fracos e longe dos anseios do torcedor em substituição aos selecionados Júnior Alonso, Allan Franco e Savarino, Sampaoli não somente facilitou as coisas para a equipe cearense, como deu espaço para a chegada de Flamengo e Inter. A diferença que era boa e de cinco pontos, caiu para dois. Não se pode facilitar com um time do quilate do Flamengo. No Santos ano passado ele viu esse filme. O time estava muito à frente. Sampaoli começou a inventar e entregou a taça. O Galo agora tem tudo, a faca, o queijo e o cafezinho nas mãos para fechar o turno e abrir o returno na liderança. Dos próximos sete jogos, cinco serão em casa, onde tem sido absoluto. Mas os reservas que estão entrando, não estão dando conta. Está nítida a falta de preparo de atletas como Hyoran, Mariano e Fábio Santos. Coisas do Galo.

 

 

É coelho mesmo

Fazendo jus ao bicho que lhe serve de mascote, o coelho vive saltando. Salta daqui, salta dali, corre, para, corre, para. O time não engrena. Pegou o fraquíssimo Guarani de Campinas em casa e não saiu do zero. Foi lá em Salvador e venceu o Vitória (pouca coisa melhor que o Guarani). O ataque acabou encontrando o caminho da toca, ops, do gol. Ademir, voltando de contusão, fez um belíssimo gol, mas depois perdeu um que nem o mais incrédulo torcedor acreditaria que perderia. Vai vestir a camisa do Inacreditável F.C. domingo. A briga nessa próxima rodada é contra o Náutico em casa. Não dá para palpitar, pois nunca sabemos a altura do salto do coelho. É bom que o cruzeirense assista a esse jogo, pois o jogo do Cruzeiro contra o Timbú é na décima oitava rodada lá em Recife.

 

Viva o rock’n roll

O mundo do rock está chorando. Mais uma perda lamentável. Desta feita, quem nos deixou foi o grande Eddie Van Hallen. Seu filho prestou-lhe uma digna e justa homenagem post mortem em suas redes sociais. Emocionante mensagem de um filho grato pelo ótimo pai que teve.

O guitarrista enfrentava árdua batalha contra o câncer na garganta há mais de uma década. Mesmo sendo fumante, suspeitava que a doença tivesse surgido por conta de um hábito de palco: manter na boca uma palheta de metal que usava para tocar a guitarra em suas apresentações.

Van Halen foi sem dúvida um dos guitarristas mais influentes do mundo, e popularizou a técnica do tapping – uso dos dedos das duas mãos para “martelar” notas no braço da guitarra, permitindo que as notas sejam tocadas em grande velocidade.

Será sempre lembrado pelos solos magistrais, como por exemplo na faixa “Eruption”, de abertura do álbum Van Halen, de 1978. Ele também foi o responsável pela linha de guitarra da canção “Beat It”, de Michael Jackson.

Mensagem do filho

“Eu não acredito que tenho que escrever isso, mas meu pai, Edward Lodewijk Van Halen, perdeu sua longa e árdua batalha contra o câncer nesta manhã. Ele era o melhor pai que eu poderia pedir. Cada momento que dividi com ele em cima e fora do palco foi um presente. Meu coração está partido e eu não creio que vá me recuperar desta perda. Eu te amo tanto, pai.”

 

E você, quer divulgar seu trabalho na área musical???

Manda pra mim as informações no campo de contato desta coluna (Obs.: Só divulgo rock).

 

Vamos de poesia? Vamos, porque sem ela, a vida é vazia

 

O poema a seguir foi escrito em homenagem a uma linda e aconchegante ‘casa’ do Rio de Janeiro, próxima ao Largo da Carioca, em 2012. Faz parte do meu livro A Obra.

 

Antiqualhas e cachaças

 

Adentro a noite

Pacato e solitário ser

À procura de um lugar

Encontro uma rara

Porta aberta

Parece-me um bar

Nessa cidade diferente

Abafada e quente

Eternamente maravilhosa

E chove

Decido entrar

 

Adentro

Uma mistura harmoniosa

De antiqualhas e cachaças

A cachaça é da boa

O café é do bom

Não quero nada disso

Quero cerveja gelada

Mais nada

Vejo sebos, histórias e quadros

Gente falante, gente bonita

Gente elegante

 

Estou só

Mas bem acompanhado

Sorrisos abertos e largados

Garçons atenciosos

E a cachaça é da boa

O café é do bom

A cerveja é gelada

Ela dá o tom

Da conversa fiada

E mostra para todos

Que o lugar é bom.

 

22/12/2010

 

Gilmar Diollí. Aqui, ali e acolá. Sempre verificando o quê, que há!

 

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