“ÁRTICO O LOCAL QUE NUNCA DEVERIA TER SIDO EXPLORADO”

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“ÁRTICO O LOCAL QUE NUNCA DEVERIA TER SIDO EXPLORADO”

“ÁRTICO O LOCAL QUE NUNCA DEVERIA TER SIDO EXPLORADO”

 

O processo de transformação que se verifica nos últimos anos no Ártico, não é mais do que tem acontecido nas duas últimas décadas, com a única diferença de que o degelo tem vindo a acentuar-se e a diminuição da cobertura de gelo marinho afetou significativamente as populações, a fauna e a flora da região. O que para uns, significa maiores e melhores comunicações pelas “novas” rotas marítimas durante períodos de tempo mais alargados, bem como mais fácil acesso às reservas de recursos naturais até então inexplorados, para outros o degelo significa, poluição, a perda cada vez maior da biodiversidade, da pureza de água, gelo e ar, e a alteração de modelos de vida para, e principalmente, os indígenas da região tais como os Inuits, os Saamis, e outros. O impacto das alterações climáticas que se manifestam no Ártico com maior intensidade, pode igualmente ter um impacto muito significativo no resto do mundo. (Núria García Rodriguez)

 

Quando falamos em clima e mundo, não podemos negar que a refrigeração do planeta acontece por meio dos polos. O Polo Norte e Polo Sul, Ártico e Antártida.

Através de um ciclo de refrigeração, porém o polo Norte hoje, trata-se de um oceano com um espeça camada congelada passando por um grande degelo devido ao aquecimento global. O retrato dos polos abaixo citado demonstra como os polos estão se contrastando em proporção e massa devido a intervenção humana.

O Ártico contrário a Antártida se apresenta em cobertura praticamente extinta em relação ao Polo Sul, que continua sendo uma massa de gelo substancial e um paraíso natural sem alterações significativas pelo homem.

Percebe-se nitidamente a diferença sobre uma massa substancial polarizada como um bloco de gelo espeço e profundo capaz de possibilitar a refrigeração no planeta, e um pequeno bloco de gelo flutuante no oceano que se tornou o Polo Norte, um dos fatores agravantes do aquecimento global, nos dias atuais. Devido ao degelo conforme Núria García Rodriguez, percebemos os seguintes fatos que demonstram, dois olhares a forma como ser humana se oportuniza, e a problemática para se beneficiar por meio da degradação ambiental em prol do enriquecimento que chamo neste caso de “USURA CAPITAL”, cita-se a presente mestra:

As condições atuais trouxeram mais tecnologia, maiores oportunidades e riqueza para os Estados Árticos (EA) e não-árticos como por exemplo a China, mas também ao acentuar de interesses e divergências entre os Estados Costeiros (EC), alinhados por espaços geográficos estratégicos de exploração, sendo uma das causas da militarização que se tem visto a aumentar.

A Antártida continua um paraíso inexplorado pela raça humana, sendo habitada por um número ínfimo de cientistas que não geram prejuízos extremos ao local. Existem notícias jornalísticas que atestam que, mesmo havendo uso de combustíveis poluidores por estes grupos de cientistas, a calota polar continua um território “virgem” em se tratando de turismo, e o seu degelo é decorrente do aquecimento global desenfreado.

Infelizmente, o Polo Norte pode ser atribuído ao nada nos dias atuais, pois não existe mais massa polar substancial capaz de sustentar uma reversão climática na terra. Com isso, podemos até dizer que a massa polar do Ártico em breve estará extinta. E boa parte disso ocorre por ter se tornado paraíso de luxo para turistas de várias regiões do mundo.

Segundo um relatório da Arcticopening o Ártico, pode ter diferentes significados para diferentes pessoas, organizações ou Estados. Pode significar uma terra natal para as populações que a habitam, pode significar uma terra inóspita e selvagem para os aventureiros que a exploram, pode significar uma atração cultural e paisagística para os turistas que a visitam, pode significar um santuário da vida selvagem para os ambientalistas, pode significar um laboratório que abrange muitas áreas científicas para os cientistas e pode significar uma fonte de recursos naturais e desenvolvimento econômico para as multinacionais e Estados que o exploram, além de um centro para operações militares, tornando-se assim o local num polo de atração de diferentes grupos que aplicam as suas políticas externas na região.

A exploração do Ártico hoje gera confronto dentro do direito marítimo, por se tratar de uma nova zona, a ser capitaneada em acordos marítimos nos tratos do Comércio Exterior.

Atualmente há apenas um bloco – chamado LIA (Sigla em Inglês) – de espessura atual de gelo de 4 metros, enquanto a média geral do continente baixou de 3 metros para 1,5 metros. Há que considerar que um bloco de gelo, sob temperaturas superando 40ºC a mais que a temperatura habitual, leva a um degelo permanente. Essa região é conhecida como a última área de gelo do Ártico (LIA) tendo uma faixa de 1 milhão de km² entre a Groenlândia e o Canadá.

Agora a pergunta que não quer calar, porque a exploração do Ártico nunca poderia ter ocorrido?

Porque a ação humana na região desconstituiu a LIA, aumentou os índices de produção de gazes atmosféricos e tornou a região, que era um paraíso natural inexplorável, uma fonte de usura capital, sendo mais um motivo de discursão á título do direito internacional.

Pode-se afirmar, que a região do Ártico, neste século, e segundo Baptista, é um ponto de referência na esfera mundial, enquanto faixa onde confluem interesses estratégicos de diversos atores: Estados e organizações.

Já quanto a reversibilidade do dano ambiental, tememos não ser mais possível ser direcionado para fins de reparação indenizatória à casa comum, o que se discute nos critérios do direito internacional é justamente como aproveitar o degelo para oportunizar as formas de acesso comercial entre outros países, e a “USURA CAPITAL” como forma de desenvolvimento turístico, científico e meios os quais nem sempre podemos chamar coniventes com a razão, para o enriquecimento de algumas potências, enquanto o calor europeu conforme notícias jornalísticas na virada do ano esteve no patamar entre 10,7C na França e 15C Reino Unido, registros mais quente desde 1947.

Por fim, indico a tese de mestrado “A PROBLEMÁTICA DO ÁRTICO NA ATUALIDADE UMA VISÃO ESTRATÉGICA” http://Dissertação_Nuria Rodríguez.pdf para maior compreensão do que acontece no cenário internacional em todos os âmbitos no oceano Ártico e alertamos a todos a voltarem os olhos a realidade ambiental do planeta terra, onde a natureza já não está mais a demonstrar sinais à humanidade, ela grita e pede socorro.

 

HUMANIZAR-SE PARA HUMANIZAR, ESSE É O CHAMADO PARA TODOS QUE BUSCAM A PAZ E SEGURANÇA PARA AS GERAÇÕES FUTURAS.

 

Por Priscilla Ingrid Machado de Macêdo.

 

Acesse os artigos Priscilla Ingrid Machado de Macêdo, através do link abaixo:

https://libertasnews.com.br/category/libertas-ambiental/

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