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Cartas à Vovó – Os intempéries culturais de Xexéu Beleléu!

Cartas à Vovó – Os intempéries culturais de Xexéu Beleléu!

Querida vovó,

Tenho algumas novas histórias para contar… Ontem, quase me tomaram a caneta que você me deu. Estava andando na rua e fui parado por dois policiais. Eles me revistaram e encontraram o objeto escrevente, e me pediram meu Porte de Caneta. Tentei disfarçar, dizendo que ela era apenas um item decorativo, do qual nem sabia sua utilidade.

Apesar das minhas desculpas, eles tentaram me dar uns safanões na orelha, mas eu abaixava e reagia com um chute na bunda deles. Técnica que aprendi nos filmes do Charles Chaplin e do Buster Keaton. Depois de um tempão, eles desistiram e foram embora, cansados e rindo bastante. No final, recebi um grande elogio que me comoveu, me chamaram de vagabundo.

Espero nunca ter que usar o que aprendi nos filmes do Kung Fu Panda.

Ontem, presenciei uma briga entre poetas parnasianos e modernistas. Aqui na ilha a polarização é muito forte. Cada poeta escrevia seus poemas, embolava a folha, e jogava a bola de papel como uma arma. Uma guerra que terminou sem vítimas, mas havia risco de alguém morrer de rir.

Sobrevivi a uma carona com o amigo Reis, em seu carro sem freio, sem lenço e sem documento. Soltei os arames que prendiam a porta e saí do carro em movimento, afinal o possante tem uma certa dificuldade em parar.

Daí fui visitar o guru da cultura aqui da ilha, o Valdeir do Rosário, proprietário e fundador das Organizações, Empreendimentos, Incorporações e Articulações Rosarium. Um sebo, em que se encontram alfarrábios, objetos de arte e pessoas criativas e que gostam de conversar e contar piadas. Aproveitamos e recebemos uma consultoria da estilista Glorinha Caiu.

O ditador aqui, só dita a dor…

Na rua, ouvi Paulinho Pedra Azul e me senti feliz!

Continuo seguindo o profeta…

Beijos do seu neto, Xexéu Beleléu.

 

2 Comments

  1. Amigo Xexéu, na guerra entre parnasianos e modernistas, não acontece nada de concreto. Do seu amigo Jararacx Alegrx

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