O teatro poético marginal de Fernando Fabrini!

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O teatro poético marginal de Fernando Fabrini!

O teatro poético marginal de Fernando Fabrini!

Fernando Fabrini, nascido no dia fora do tempo, 25 de julho de 58, que pelas contas lógicas logo ali faço a roda e completo os meus 63 invernos não consecutivos. (Logo ali entenderás) Nasci e morei até meus 12 anos de idade na favela da Serra (BH), talvez (já) velho com os meus 4 ou 5 anos recebi meu primeiro poema, era declamado assim…Pinto Ciurinha, casar Tudica!, kkkkkks eram constantes qdo eu declamava este….eu era um faveladinho lindinho e a dona Ciurinha minha visinha dizia q iria dar cheirinho no meu pinto e dona Tudica dizia q iria casar comigo, assim eu me dividi com elas em forma de um poema, cujo o mesmo foi publicado em meu livro intitulado “Caça viva na praça” homenagem aos loucos e loucuras que eu vivia no ano de 1997, o mesmo foi editado pela “Por ora” editora. Incrível, nas minhas brincadeiras no terreiro do barraco, vinham em minha mente as edições dos bang_bang’s populares na época dos idos anos 60, onde eu era sempre o mocinho que levava o tiro e depois virava o herói, dentro de mim. Por tanto é difícil de saber o que veio primeiro,  o ovo ou o teatro, kkkks pra nós!

..Ai vieram os anos 80 e o clima mudou, saímos das disco’s e entramos no Krafu verg, grupo alemão q ditou minhas regras poéticas onde meus cabelos se encontravam mais curtos do q os do Elminho. Em 1987 fui viver por 3 anos na América do Norte, Cape Cod, perto da cidade de Boston. Ali conheci o Hap que ainda não se falava aqui no Brasil e era aplicado nestes quase que diariamente, onde eu trabalhava de sub emprego e estudava as noites. Ali tudo mudou, tive chance de ser doido e foi o que fiz…

Quando voltei já era chegado os anos de 1990 e com boa bagagem artística os amigos logo me convidaram para eu dirigir peças teatrais e também rolou um contrato de trabalho para dirigir a Casa de Teatro de Santa Luzia, fato oficial durou 4 anos e os frutos continuam a brotar até hoje.

Nesta época início de 1990 eu fui convidado para dirigir o grupo “Vírus Mundanos”, onde montei 2 espetáculos poéticos (Abismo das águas primordiais e Um olhar decisivo) O 1º foi um trabalho de circulação poética no centro de BH. Saímos com um cortejo do Centro Cultural da UFMG, seguimos poetizando rumando à Praça 7, via Avenida Amazonas para fecharmos o trânsito numa sexta feira às 6 horas da tarde. (Kkkk era a maneira q tínhamos de falar de poesias, +kkkkks)

O Abismo….foi no Palácio das Artes e como podem sentir através destas palavras, nós poetas das palavras tínhamos um time bom que nos amavam, normalmente eram geniais e ricos intelectuais que até grana nos davam só por saber da gente. Lógico que vivíamos de fanzines e de poesias da treta…. (+kkkks) era assim. …..alguns poetas convidavam as pessoas para as portas dos mini super mercados e ali declamavam seus poemas, as vezes cuspindo fogo para chamar a atenção do público e outros poetas iam dentro do super mercado em busca do nosso cachê em forma de cerveja e chocolates pra gente rir, beber, pitar e curtir uma noitada boa na rua junto com a população de rua que era o nosso forte naquela época.

No final de 1996 co-fundei a banda cênica poética e musical “Incrível Rúcula”. A banda lançou uns 5 Cds e atuamos em mais de 200 apresentações,  festivais foram incontáveis e viagens mil pelo Brasil,  tínhamos patrocinadores (Gol) e também tinha um escritório em São Paulo que resolvia tudo pra banda. (Sem graça né).

 

 

 

O Fernando Fabrini e as poesias…

Tudo tem seu tempo certo, mas sem achar q minha geração poética foi fodástica em BH, cito aqui algumas lembranças das boas…

Usávamos e abusávamos do Borges da Costa, moradia estudantil que funcionou como ponto da poesia marginal, durante…sei láaa 15/20 anos. Era no prédio anexo à Escola de Medicina na Avendia Alfredo Balena, Bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Naquele lugar que assustava muitos, era no passado, o necrotério do hospital e a galera dormia nas gavetas que no passado habitava os defuntos que iriam para autópsia.  Kkkk era muito punk viver e conviver ali, mas era o melhor lugar p/ sintonizar com este mundo que estamos vivendo…

Acervo Internet

Montávamos as performances mais loucas de se fazer poesia, hurxi, quantas vezes vi a Bel Lima, rolando dentro de um tambor escadas a baixo e mandando as poesias mais eresiásticas que pudesse expressar. Era muita Efervescência poética na cidade, até mesmo entrar no Maleta e mandar um poema bem allllto para o saudoso poeta Paulo Leão que por lá vivia poetizando.  Que aliás diga-se que: O Paulo Leão, nóssssssss conseguimos enterrá-lo como poeta e isto causou grandes lutas e conquistas para tal fato, porque até então ninguém havia ido embora para o céu com o título de trabalhador da poesia.

Lembro do lançamento do livro do Isaias de Maranhão onde eu e o Roberto Soares junto com ele, Paulo Leão, e sua filha compusemos a capa do tal livro do poeta. O lançamento foi no saguão do palácio das artes e como sempre era uma esculhambação os lançamentos do Isaias. Neste ele desceu de helicóptero na Afonso Pena c/ Guajajaras e lá depois dele ter jogado quase um caminhão de pétalas de rosas lá de cima do céu,  desce aquele anjo de asas brancas voando pela a avenida quando colocamos ele num burrinho amarelado. Kkkk achas q acabou por ai…? Os lançamentos dos livros do Isaias era lei todos nós levarmos nossos cachorros p/ a festa, ai você já pode imaginar o Isaias chegando ao Palácio das Artes montado num burro e a cachorrada latindo na porta. Kkkk pa k rai….lógico q os seguranças fecharam as portas nesta noite, mas foi até o nosso coro cantar…ou entra o burro ou nada…kkkk eu mijava d tanto rir em ver os caras entrando com seus fura sacos e dizendo para o segurança….não moço ele é meu amigo e ele tem que entrar. Que festa viu!

Revista Sociedade Mutante http://sociedademutuante.blogspot.com/2008/03/paulo-leo.html

 

..Sei lá,  quanddo começou os saraus novos em BH, Lagoa do Nado entre outros eu achava aquilo muito atrasado para a poesia. Depois passei a gostar por que vi que por estas vias despontavam muitis poetas que estavam no armário e isto me fez gostar.  Depois,  co-montei o Sarau das Lanternas de Latas no Sinimbu, BH e logo q o mundo voltar a girar em sua rota natural voltarei com este sarau último citado dentre outros que desejo, e vou produzir e me embriagar de poesias.

“No prato antes cheio de doces, hoje um poema vazio”. (Roberto Soares e Eu)

 

Por Elmo Gomes

 

Confira a história de outros poetas. Acesse o link abaixo:

https://libertasnews.com.br/category/sarau/

2 Comments

  1. Ronaldo Freitas disse:

    Parabéns Compadre Fernando!
    Viva! Viva! Viva!
    Linda trajetória companheiro!

    • Elmo.colunista disse:

      Olá Ronaldo Freitas. Muito obrigado pela sua participação e realmente a história de Fabrini é fantástica. Fique a vontade para viajar em nosso site e conhecer os outros colunistas.

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