Raquel Moçambique, sinônimo de amor à dança e ao Samba!

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Raquel Moçambique, sinônimo de amor à dança e ao Samba!

“Meu estilo de vida hoje é ser uma mulher independente, empoderada, que sabe o quer e tem os seus objetivos e sonhos e faço tudo para realizá-los.”

Raquel Ribeiro de Souza

Nome artístico: Raquel Moçambique

Formada em Educação Física pela Faculdade Universo e Pós Graduação aplicada em reabilitação cardíaca em grupos especiais.

Atuante em academia fitness.

Principal atuação: Academia e Personal.

Projetos Principais:

Festival de Dança Raquel Moçambique, que em 2020 completou 20 anos de criação.

 

Raquel Moçambique disse que sua música preferida hoje é “Eu sou o samba” com  Seu Jorge e Alexandre Pires e afirmou:

“A minha arte é o Samba e a minha cultura é a brasileira, a qual eu amo e respeito muito.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Me fale, quem é Raquel Moçambique, e porque Moçambique?

Raquel Moçambique é o nome artístico que foi batizado por um grande jornalista de Belo Horizonte, que se chama André Carvalho. Há mais ou menos uns trinta anos atrás eu participava de um concurso de lambada, ao qual fui vencedora. O jornalista André Carvalho era um dos jurados e ao final do concurso ele me chamou, me parabenizou e disse que eu tinha uma luz quando eu dançava, uma coisa inexplicável que contagiava as pessoas e que eu precisava ter um nome artístico, um nome forte que combinasse com minhas raízes. Depois de uma semana ele me ligou e sugeriu “Moçambique”, que segundo ele, soava bem com Raquel. Desde então ficou Raquel Moçambique e agora ninguém conhece Raquel Ribeiro de Souza e sim Raquel Moçambique.

 

Qual a sua relação com o samba e o carnaval?

A minha relação com o Samba e o carnaval é muito forte. Meu pai era baiano e minha mãe mineira de Curvelo. Mas meu pai era professor de dança, sempre gostou de dançar e sempre escutou Samba. Com três anos de idade eu estava na Marquês de Sapucaí desfilando. Meu pai me levava para todos os lugares e eu cresci escutando Samba. Meu pai escutava Samba todos os finais de semana, era aquela pessoa que dançava na sala e dançava com a gente. Então tudo que eu conheço e sei de Samba foi graças a meu pai. Desde os três anos de idade eu vivo nesse mundo do Samba.

Eu sempre assistia com meu pai o carnaval do Rio de Janeiro na televisão e sempre fui apaixonada com aquela grandiosidade das fantasias, aquelas mulheres lindas, aquelas cores, aquela alegria, isso sempre me fascinou muito. E eu sempre falava: “Um dia eu vou desfilar na Sapucaí”. E graças a Deus eu consegui realizar esse sonho. A primeira vez que desfilei foi na Vai-Vai em São Paulo, onde participei por três anos. Depois desfilei por sete anos no Rio de janeiro. Teve uma vez que desfilei em cinco escolas. Mas onde desfilei com mais frequência foi na Beija Flor. É uma relação de muito amor, inclusive de toda minha família. Porque nós realmente amamos o Samba. É uma coisa além do normal. Está além da gente de escutar uma música, escutar um instrumento e realmente o corpo começa a dançar. É muito mágico. Eu sempre digo que a música é mágica, que ela transforma as pessoas, ela muda o estado de espírito da gente, muda o astral e isso contagia outras pessoas.

Aqui em Belo Horizonte eu sempre assisti os desfiles das escolas também, e sempre fui apaixonada. Eu fui rainha do carnaval durante três anos consecutivos, em Belo Horizonte, 2005, 2006, 2007. Depois eu fui convidada para dirigir a comissão de frente da Escola Canto da Alvorada, onde fiquei por três anos, e durante esse tempo fui campeã e a comissão de frente tirou nota 10 e na seqüência fui desfilar no Rio de Janeiro. Tudo muito mágico, tudo muito intenso. Agora estou vivendo os bloquinhos sem um compromisso de profissão, mas também já fiz um bloco Raquel Moçambique no bairro Sion. Já tive meu bloco, eu e minha irmã Renata Black. Que é maravilhoso, então tudo de carnaval eu já fiz um pouco.

 

Como foi para você, ver o carnaval no Brasil, passar por essa situação de pandemia tão difícil no mundo.

Foi muito triste ver o país do carnaval não ter carnaval, mas foi por um motivo de força maior, que eu concordo plenamente. Porque não haveria nenhuma condição de haver carnaval na atual situação que estamos vivendo. O principal é pensar no outro. O que mais me pegou é que o carnaval une as pessoas, as deixam todas no mesmo nível, todo mundo se iguala, porque o carnaval é alegria, então é uma alegria no país. Envolve tantas pessoas na mesma energia, na mesma vibe, então isso é tudo muito positivo. Não tem branco, não tem preto, não tem rico, num tem pobre, todo mundo se envolve nesta festa maravilhosa, pessoas do Brasil e do mundo, para viver essa alegria aqui. Então essa parte que é triste porque não teve esse momento devido a tantas coisas que estão acontecendo em nosso país, politicamente também, outros problemas e não ter esse momento durante o ano, que todo mundo fica tão feliz, tão alegre, na mesma energia, sem contar também que essa festa traz serviço e trabalho a tantas pessoas durante o ano todo, isso é muito triste. Isso abalou muito na parte econômica também do nosso país.

 

Qual ou quais projetos você está trabalhando nesse momento? 

O meu projeto no momento é uma loja fitness na internet e continuo trabalhando na academia e com trabalho de personal também, mas o meu projeto principal é o Festival Raquel Moçambique, que inteirou 20 anos. Já estou trabalhando para que aconteça essa festa, esse grande evento que reúne várias culturas, vários estilos de danças e dá oportunidade a pessoas que nunca pisaram em um palco. Participam profissionais e amadores todos na mesma linha, no mesmo equilíbrio, todo mundo se esforçando de uma maneira muito bonita. Então é muito gratificante esse trabalho, que reúne vários estilos de dança. Esse é meu grande trunfo de toda minha vida. Eu tenho pessoas que desfilaram comigo na escola de samba, que já foram meus alunos e estão comigo até hoje, então reúno um pouquinho de tudo que já fiz na minha vida, dentro do Festival Raquel Moçambique.

 

 

Influências que você tem percebido em sua vida, que vem também desse novo momento de redes sociais entre likes e shares.

As redes sociais agora mais do que nunca é nossa ferramenta principal de trabalho, de educação, de arte, de tudo. Não adianta falar que não quero participar, porque você está inserido. Se você não viver isto estará fora do mundo. Porque tudo está envolvido na internet e redes sociais. O único problema é que a gente está distante das pessoas, mas é uma ferramenta para a gente se aproximar também.

 

Qual a sua opinião, para mulheres que tem a dança como profissão e/ ou aquelas que gostariam de ter a dança como profissão.

Não é um caminho fácil, é um caminho difícil, não por ser mulher, mas porque a dança em Belo Horizonte é muito difícil. Tem que trabalhar, batalhar muito, mas quem tem a dança no coração, mostra seu profissionalismo, encara com seriedade e demonstra que você é capaz, porque é possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Cilene Motta

1 Comment

  1. Mulher incrível, super talentosa.
    Foi prazer imenso te ouvir e fotografar!

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