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Rock Na escola ou Escola Do Rock?

Rock Na escola ou Escola Do Rock?

Doutora Patrícia Rodarte

Mestra em educação, UEMG – Doutora emLinguagens e Tecnologias, CEFET – MG

 

Saudações Underground…

Sempre um imenso prazer está aqui com vocês.  Desde já agradeço pela atenção recebida.

A Escola do Rock ou Rock na Escola ?

Nesse caso, a ordem dos fatores não altera o produto,P. A mesma é dona de um imenidentrico currículo , saca só :

Doutora em Linguagens  e Tecnologias pelo Cefet MG, com a seguinte Pesquisa:

“Faça você mesmo! As identidades dos sujeitos da cena underground metal e punk de Belo Horizonte a partir das linguagens e tecnologias”.

Também  é  Mestre em educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais com a Pesquisa fomentada pela CAPES.

Título: “Batendo cabeças! Educação estética e política tecidas a partir do Heavy Metal”.

Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2011).

Áreas de interesse: Heavy metal, punk, Cultura, identidades etnomusicologia. E  juntamente ao Casito da Banda Whitchammer  é  curadora do mostra Metal Minas Gerais.

Desde já  agradeço a quem acompanha a Coluna Underground e todo Portal Libertas News, que está repleto de coisas boas. Sugiro que deguste uma boa leitura por aqui e que você possa ter uma longa vida de saúde.

Como foi o seu primeiro contato com o Rock?

O meu primeiro contato com o Rock foi ao onze anos de idade, com a Banda Kiss cantando “I Love it loud” no Fantástico e através da Rádio Terra, uma rádio especializada em Rock adn Roll que existiu em BH nos anos 80/90.

E sobre lecionar, foi uma opção que se apresentou ou uma escolha pensada? Me diga o seu sentimento pela profissão.

Ser professora, a princípio eu queria uma profissão, até por causa da maternidade, por conta do nascimento da minha filha, eu precisava de um trabalho que pudesse me dedicar, estar por perto e aí escolhi ser professora.

Eu fiz pedagogia na UEMG, e sou feliz pela escolha da profissão, apesar de que no Brasil a profissão não tem o seu devido reconhecimento e valor, e o investimento em educação é tão pouco, mas é necessário que se valorize essa atividade, não falo somente por mim, mas por toda a classe. O merecimento pelo esforço de formar outras gerações e eu me sinto honrada em estar neste papel.

Como está sendo o ensinamento durante a pandemia?

Sobre o ensinamento durante a pandemia, é uma coisa muito difícil, devido aos contratempos na comunicação que é uma das coisas mais complicadas nesse processo. Muitas pessoas têm dificuldades e outras não têm acesso a tecnologia, além da necessidade de uma terceira pessoa para auxiliar dependendo da idade do/a estudante.

Eu passei a dar mais valor ao ensino remoto depois que tive que aprender e utilizar esse mecanismo por conta da EAD, e percebi que o comprometimento do/a aluno/a tem de ser muito maior.

Apesar de ser à distância há um lado positivo que muitas das vezes causa uma proximidade devido a necessidade de uma conversa mais profunda a respeito das dúvidas surgidas no ensino EAD.

Para o professor também há uma entrega muito maior, pois além de preparar a aula tem de interagir e utilizar uma comunicação virtual. e conseguir passar o recado à distância é muito mais complicado, muito mais complexo para se fazer entender.

Mas com o esforço de ambas as partes está dando certo. Não é a mesma coisa que o presencial, porém diminuiu um pouco a desconfiança com o EAD. A maior complexidade do ensino público é a falta de acessibilidade a computador e a internet, mas vamos suprindo com apostilas e livros, tentando não deixar ninguém de fora. É um trabalho mais árduo, exige maior dedicação onde precisamos nos comunicar o tempo todo e o trabalho acaba sendo dobrado, mas é o que tem que se fazer.

De onde surgiu a ideia da Mostra Metal em Minas?

Foi um encontro entre eu e o Paulo Udi, produtor do Cine Santa Tereza e se juntou a nós o Casito, que acabou assumindo a frente e ele incrementou mais que eu esperava. Também o Pedro Cataldo tinha um projeto parecido e veio a fortalecer.

Eu fiquei assessorando na mesa de debates. E teve a participação da Cogumelo com exibição do filme Ruído das Minas, de documentários como Uganga -Manifesto Cerrado, Mulheres no Metal, Cogumelo 35 anos, entre outros.

O movimento tomou força maior que nós esperávamos e a Fundação Municipal da Cultura e o Cine Santa Teresa, que é o Museu da imagem e do som, tem o desejo de transformar o Mostra Metal em Minas em um evento permanente, inclusive com a parceira com o Monsters of Metal – BH, mas com a pandemia temos que aguardar até tudo voltar ao normal.

Patrícia ainda disse que houve a cogitação de um Mostra Metal em Minas virtual, mas a ideia não teve prosseguimento e agora então é esperar e segundo ela: “logo, logo estaremos de volta”.

 

Beijos e abraços Gerais.

Atenciosamente: Ganmit

Instagram  : http://@theganmit

Whatsapp  : +55 (31) 97583-3283

2 Comments

  1. Hyanna da Cunha disse:

    Patricia Rodarte é uma amiga “das antigas”. Muito estudiosa, em todos os aspectos, e muito dedicada aos ideais que defende. Sempre na correria para conciliar trabalho, estudos e ainda prestigiar os eventos que curte e os amigos. Parabéns pela matéria, Ganmit. Grande abraço, Paty. Se cuidem nesse momento. Com fé no Universo essa vacina chegará até nós. #forabolsonarogenocida

  2. Tânia Rios disse:

    Massa demais!

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